sábado, 21 de fevereiro de 2026


Menopausa ou Depressão? Como Deficiência de Hormônios e Vitaminas Pode Afetar Sua Saúde Mental


O que ninguém explica sobre menopausa, vitaminas e saúde mental


Marta tem 46 anos.


Ela não acordou um dia pensando: “Estou na menopausa.”

Ela acordou pensando: “Tem algo errado comigo.”


O sono começou a quebrar.

Às três da manhã, o coração acelerava. Não era pesadelo. Era palpitação real. Uma sensação de alerta sem motivo.


Voltava a dormir. Acordava de novo.

Quando o dia amanhecia, já estava exausta.


Veio a falta de ânimo.

Levantar da cama virou esforço.

Tomar banho parecia exagero.

As tarefas simples se tornaram pesadas.


Ela chorava com facilidade.

Ficou mais irritada.

Mais impaciente.

Mais sensível.


A libido desapareceu.

A memória começou a falhar.

A ansiedade apareceu do nada.


Ela pensou: “Estou entrando em depressão.”


Mas algo não encaixava.

Ela não odiava a vida.

Ela estava esgotada dela.



O que quase ninguém explica


Durante a perimenopausa — que pode começar anos antes da última menstruação — os níveis de estrogênio começam a oscilar e depois cair.


E o estrogênio não regula apenas o ciclo menstrual.


Ele influencia diretamente:

Serotonina (humor)

Dopamina (motivação)

GABA (regulação da ansiedade)

Sistema de sono

Resposta ao estresse


Quando o estrogênio oscila ou despenca, o cérebro sente.


Isso pode produzir:

Insônia com despertares noturnos

Ansiedade súbita

Irritabilidade intensa

Sensação de vazio

Falta de motivação

Palpitações

Oscilações emocionais abruptas

Dificuldade cognitiva (“névoa mental”)


E muitas mulheres recebem apenas um rótulo: depressão.



Mas não é só hormônio


Ao investigar, Marta descobriu:

Vitamina B12 baixa

Vitamina D insuficiente

Ferritina no limite inferior

Estradiol reduzido

FSH elevado


A vitamina B12 é essencial para o funcionamento do sistema nervoso.

Sua deficiência pode causar:

Cansaço profundo

Lentidão mental

Tristeza persistente

Irritabilidade

Formigamentos


Vitamina D baixa está associada a maior risco de sintomas depressivos e piora da regulação inflamatória.


Ferritina baixa compromete energia celular, produz fadiga e sensação constante de exaustão.


Tireoide alterada pode imitar tanto ansiedade quanto depressão.


O que estava acontecendo não era “frescura”.

Era bioquímica.



Existe um nome para isso


Na medicina, chamamos de:


Transtorno depressivo secundário a condição médica.


Ou seja: o humor deprimido é consequência de uma alteração fisiológica.


Isso é diferente de:

Transtorno Depressivo Maior primário

Depressão bipolar

Depressão reativa a trauma


Na depressão secundária, ao tratar a causa — hormonal ou nutricional — os sintomas podem melhorar significativamente.


Mas atenção: isso não significa que toda depressão é falta de vitamina.


Essa simplificação é perigosa.



Quem pode estar vivendo isso sem saber?


Não são apenas mulheres na menopausa.


Também podem apresentar sintomas semelhantes:

Vegetarianos ou veganos sem suplementação adequada

Pessoas com má absorção intestinal

Pacientes bariátricos

Quem usa metformina por longo prazo

Usuários crônicos de inibidores de bomba de prótons (como omeprazol)

Pessoas com anemia ferropriva

Quem tem deficiência severa de vitamina D

Indivíduos com hipotireoidismo


Nesses casos, o cérebro não está “triste” por escolha.

Ele está funcionando com déficit.



O que Marta fez


Após avaliação médica e ausência de contraindicações, iniciou:

Reposição hormonal individualizada

Correção de B12

Suplementação de vitamina D

Ajuste de ferro


Não foi milagre.


Mas, com o tempo:


O sono estabilizou.

As palpitações reduziram.

A irritabilidade diminuiu.

A energia voltou gradualmente.


Ela não estava “curada de uma depressão emocional”.

Ela estava corrigindo uma deficiência.



O ponto central


Antes de concluir que é apenas psicológico, é prudente investigar o biológico.


Isso inclui exames como:

FSH

Estradiol

Progesterona

TSH, T3, T4

Vitamina B12

Vitamina D

Ferritina

Hemograma completo


A saúde mental e a saúde metabólica caminham juntas.


Ignorar o corpo é tão imprudente quanto ignorar a mente.



Conclusão


Existe depressão clínica séria.

Existe transtorno psiquiátrico que exige tratamento especializado.


Mas também existe um grupo de mulheres sendo rotuladas quando, na verdade, estão desreguladas.


A pergunta não é “é depressão ou é hormônio?”


A pergunta é:


Estamos avaliando tudo?


Franciele Vargas

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