O que ninguém explica sobre menopausa, vitaminas e saúde mental
Marta tem 46 anos.
Ela não acordou um dia pensando: “Estou na menopausa.”
Ela acordou pensando: “Tem algo errado comigo.”
O sono começou a quebrar.
Às três da manhã, o coração acelerava. Não era pesadelo. Era palpitação real. Uma sensação de alerta sem motivo.
Voltava a dormir. Acordava de novo.
Quando o dia amanhecia, já estava exausta.
Veio a falta de ânimo.
Levantar da cama virou esforço.
Tomar banho parecia exagero.
As tarefas simples se tornaram pesadas.
Ela chorava com facilidade.
Ficou mais irritada.
Mais impaciente.
Mais sensível.
A libido desapareceu.
A memória começou a falhar.
A ansiedade apareceu do nada.
Ela pensou: “Estou entrando em depressão.”
Mas algo não encaixava.
Ela não odiava a vida.
Ela estava esgotada dela.
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O que quase ninguém explica
Durante a perimenopausa — que pode começar anos antes da última menstruação — os níveis de estrogênio começam a oscilar e depois cair.
E o estrogênio não regula apenas o ciclo menstrual.
Ele influencia diretamente:
• Serotonina (humor)
• Dopamina (motivação)
• GABA (regulação da ansiedade)
• Sistema de sono
• Resposta ao estresse
Quando o estrogênio oscila ou despenca, o cérebro sente.
Isso pode produzir:
• Insônia com despertares noturnos
• Ansiedade súbita
• Irritabilidade intensa
• Sensação de vazio
• Falta de motivação
• Palpitações
• Oscilações emocionais abruptas
• Dificuldade cognitiva (“névoa mental”)
E muitas mulheres recebem apenas um rótulo: depressão.
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Mas não é só hormônio
Ao investigar, Marta descobriu:
• Vitamina B12 baixa
• Vitamina D insuficiente
• Ferritina no limite inferior
• Estradiol reduzido
• FSH elevado
A vitamina B12 é essencial para o funcionamento do sistema nervoso.
Sua deficiência pode causar:
• Cansaço profundo
• Lentidão mental
• Tristeza persistente
• Irritabilidade
• Formigamentos
Vitamina D baixa está associada a maior risco de sintomas depressivos e piora da regulação inflamatória.
Ferritina baixa compromete energia celular, produz fadiga e sensação constante de exaustão.
Tireoide alterada pode imitar tanto ansiedade quanto depressão.
O que estava acontecendo não era “frescura”.
Era bioquímica.
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Existe um nome para isso
Na medicina, chamamos de:
Transtorno depressivo secundário a condição médica.
Ou seja: o humor deprimido é consequência de uma alteração fisiológica.
Isso é diferente de:
• Transtorno Depressivo Maior primário
• Depressão bipolar
• Depressão reativa a trauma
Na depressão secundária, ao tratar a causa — hormonal ou nutricional — os sintomas podem melhorar significativamente.
Mas atenção: isso não significa que toda depressão é falta de vitamina.
Essa simplificação é perigosa.
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Quem pode estar vivendo isso sem saber?
Não são apenas mulheres na menopausa.
Também podem apresentar sintomas semelhantes:
• Vegetarianos ou veganos sem suplementação adequada
• Pessoas com má absorção intestinal
• Pacientes bariátricos
• Quem usa metformina por longo prazo
• Usuários crônicos de inibidores de bomba de prótons (como omeprazol)
• Pessoas com anemia ferropriva
• Quem tem deficiência severa de vitamina D
• Indivíduos com hipotireoidismo
Nesses casos, o cérebro não está “triste” por escolha.
Ele está funcionando com déficit.
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O que Marta fez
Após avaliação médica e ausência de contraindicações, iniciou:
• Reposição hormonal individualizada
• Correção de B12
• Suplementação de vitamina D
• Ajuste de ferro
Não foi milagre.
Mas, com o tempo:
O sono estabilizou.
As palpitações reduziram.
A irritabilidade diminuiu.
A energia voltou gradualmente.
Ela não estava “curada de uma depressão emocional”.
Ela estava corrigindo uma deficiência.
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O ponto central
Antes de concluir que é apenas psicológico, é prudente investigar o biológico.
Isso inclui exames como:
• FSH
• Estradiol
• Progesterona
• TSH, T3, T4
• Vitamina B12
• Vitamina D
• Ferritina
• Hemograma completo
A saúde mental e a saúde metabólica caminham juntas.
Ignorar o corpo é tão imprudente quanto ignorar a mente.
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Conclusão
Existe depressão clínica séria.
Existe transtorno psiquiátrico que exige tratamento especializado.
Mas também existe um grupo de mulheres sendo rotuladas quando, na verdade, estão desreguladas.
A pergunta não é “é depressão ou é hormônio?”
A pergunta é:
Estamos avaliando tudo?
Franciele Vargas
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