Quando nem o remédio funciona: a esperança entra em exaustão

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Há um momento em que a dor deixa de pedir ajuda

e começa apenas a resistir.


É quando a pessoa já tomou remédio.

Já tentou.

Já esperou.

Já acreditou.


E mesmo assim…

continua pesada por dentro.


Há depressivos que não aceitam medicação

porque já se sentem quebrados demais

para colocar mais uma coisa no corpo.


Há outros que aceitam, tomam direitinho,

e um dia percebem algo assustador:

o remédio não faz mais efeito.


E isso dói de um jeito que quase ninguém entende.


Porque quando nem o tratamento parece funcionar,

a mente sussurra mentiras perigosas:


“Não tem mais jeito.”

“Sou eu o problema.”

“Se isso não resolveu, nada resolve.”


Mas deixa eu te dizer algo com verdade e cuidado:


Quando um remédio não faz mais efeito,

isso não significa que você acabou.

Significa que o corpo está pedindo

outro tipo de escuta.


Há dores que não são só químicas.

São acúmulos.

Silêncios.

Traumas guardados no corpo.

Anos sobrevivendo sem descanso.


Há pessoas que não estão resistentes ao remédio.

Estão exaustas de lutar sozinhas.


E ninguém te contou isso, mas é essencial saber:

A falha não é sua.

O tratamento não é uma sentença única.

Ajustar não é desistir —

é continuar tentando viver.


Talvez hoje você esteja naquele lugar perigoso

em que até a esperança cansa.

Em que tomar outro comprimido parece inútil.

Em que você não quer morrer,

mas também não sabe como continuar.


Se for esse o seu caso, escute com atenção:


Quando o remédio não alcança mais,

o cuidado precisa se ampliar.


Trocar.

Ajustar.

Pausar.

Conversar.

Não se fechar.


Isso não significa jogar tudo fora.

Significa não carregar tudo sozinho.


Há momentos em que o medicamento sustenta.

Há outros em que ele apenas abre espaço

para algo maior acontecer:


escuta,

vínculo,

presença,

fé silenciosa,

ajuda profissional verdadeira.


E há fases em que o maior ato de coragem

não é “aguentar firme”,

mas admitir:


“Eu não estou bem.

E preciso de mais cuidado

do que estou recebendo.”


Se você está lendo isso pensando

“mas comigo já não funciona”…

então este texto é para você.


Você não é um caso perdido.

Você não é fraco por estar cansado.

Você não falhou porque precisa

de outro caminho.


Às vezes, a esperança não vem como força.

Ela vem como continuação.

Como mais um dia.

Como pedir ajuda de novo,

mesmo sem vontade.


E isso…

isso ainda é vida tentando permanecer.


Você sente que chegou nesse lugar em que nada parece funcionar —

ou conhece alguém que está aí agora?


Franciele Vargas

Escritora | Autora de Deus Também Vê as Borboletas




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