Existe uma dor que quase ninguém percebe.
Ela não grita.
Ela não cai no chão.
Ela não interrompe o culto.
Ela canta.
É a dor de quem serve a Deus com fidelidade.
De quem lê a Bíblia.
De quem jejua.
De quem chega cedo, ajuda, aconselha, ora pelos outros.
De quem sustenta a fé de muita gente — enquanto tenta não desmoronar por dentro.
Essa dor aprende a se comportar.
Ela se veste bem.
Ela sorri no corredor da igreja.
Ela segura o microfone.
Ela levanta as mãos no louvor.
Mas, quando o culto acaba,
o corpo pede silêncio
e a alma pede descanso.
Não é falta de fé.
Não é pecado escondido.
Não é vida espiritual rasa.
É exaustão.
É o peso de acreditar que quem serve a Deus não pode adoecer por dentro.
É o medo de parecer fraco.
É a vergonha de admitir que a oração, sozinha, não tem dado conta.
É o receio do julgamento silencioso:
“Se tivesse mais fé, não estaria assim.”
E então a dor fica invisível.
Ela se esconde atrás de versículos decorados.
De uma agenda cheia de compromissos espirituais.
De uma reputação de força que ninguém ousa questionar.
Mas Jesus nunca chamou os fortes.
Chamou os cansados.
Nunca exigiu perfeição emocional.
Ofereceu descanso.
A fé verdadeira não anula a dor.
Ela sustenta enquanto buscamos ajuda.
Ela acolhe o corpo, a mente e a alma — sem culpa.
Servir a Deus não exige adoecer em silêncio.
Crer não significa negar limites.
Cuidar da mente não diminui a fé — honra a vida que Deus confiou a nós.
Essa dor precisa ser nomeada.
Não para ser exibida,
mas para ser cuidada.
Porque quem serve a Deus
também merece descanso.
Também merece cuidado.
Também merece viver — inteiro.
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